A Sombra da Vingança
O Olhar Frio
No peito arde a chama, um fogo a consumir,
Por dor que foi tamanha, a vingança a reluzir.
Palavras cruéis ditas, um erro, um mal feito,
Em noites desmedidas, um plano aperfeiço.
A Hora da Colheita
O tempo se arrasta, a espera é seu tormento,
Mas a alma se acalanta, num cruel contentamento.
A sombra se aproxima, com passo calculista,
A mágoa se intima, um destino fatalista.
O Eco Final
O ato consumado, um silêncio que avança,
O mal retribuído, na dança da vingança.
Mas no vazio que resta, a paz não se encontra,
A alma que se atesta, na escuridão se afronta.